A Fórmula das Mídias Sociais

novembro 6, 2009

Mídias Sociais são um fenômeno recente e é interessante notar que diversos textos que estão surgindo a respeito do assunto aparecem em um formato sintético, afinado com a dinâmica destas mídias.

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Mídias Sociais: fazer o caminho para trilhar

Gary Vaynerchuk, 5º colocado na lista de livros de negócios no Wall Street Journal com “Crush It!”, publicou uma lista curta, Gary V´s Commandments of Social Networking, bem simples de se entender.

O AdvertisingAge publicou uma lista feita por B.L. Ochman, Ten Things Social Media Can´t Do, também de fácil digestão.

No Harvard Business Publishing, David Armano publicou Six Social Media Trends for 2010, mostrando tendências que ele enxerga para o próximo ano.

Quentin Hardy, articulista da Forbes, também fez uma lista curta e bem interessante, Six Rules for Social Networks, enquanto seu colega de veículo, Dan Woods, entrevistando um alto executivo da SAP, em apenas uma página publicou Social Media Do and Don´ts.

Estes textos são úteis, servem para nortear o navegante deste novo e imenso oceano, mas a fórmula do sucesso na verdade não existe: é preciso tempo e paciência para experimentar e observar os resultados, pois o que dá certo para alguns, nem sempre funcionará para outros.


Web Squared: nova Web do Tim

outubro 14, 2009
Tim e a nova Web²

Tim: é hora da Web²

Tim O’Reilly ficou conhecido por ter criado a expressão “Web 2.0” em 2004, assinalando com ela uma mudança significativa na forma como a Internet passou a ser utilizada, evoluindo de sites com conteúdo estático para sites que passaram a contar com a participação das pessoas.

Após o estouro da bolha, ele observou que um grupo de sites seguia crescendo, com um  ponto em comum: estavam usando a Internet como uma plataforma, construindo aplicações que tinham como característica se tornarem melhores à medida que um maior o número de pessoas as utilizavam.

Na época, o francês Pierre Lévy, filósofo e pensador do ciberespaço, disse que um grupo de pessoas pode fazer um trabalho conjunto cujo valor excede bastante a capacidade de trabalho de cada um dos participantes, criando o conceito de “inteligência coletiva”.

E de fato a participação das pessoas foi fundamental para que sites como Wikipedia, Amazon, eBay, e mais recentemente Facebook, YouTube, Twitter, se tornassem grandes sucessos, consolidando o conceito e popularizando a expressão criada por O’Reilly.

Recentemente, Tim criou a expressão “Web Squared”, que em inglês é a forma de ler Web², ou seja Web elevada à segunda potência.

Segundo ele descreve em um white paper no site da Web 2.0 Summit, convenção que ocorre anualmente em San Francisco, e também em um artigo recente na Forbes, “Web Squared” é que o que resulta da intensa utilização que é feita da “Web 2.0” atualmente, após 5 anos de “existência”.

Com o crescente desenvolvimento da Internet móvel, aplicações Web encontram o mundo real fazendo nascer o que Tim chama “a Internet das coisas”, potencializando o que se chamava “Web 2.0” a proporções fantásticas.


Web em Tempo Real

setembro 1, 2009

A Internet é uma grande mudança, não só na forma como o computador passou a ser utilizado, como na maneira que passamos a nos comunicar, e a tendência é que novas mudanças aconteçam, pela descoberta de novas possibilidades de utilização desta grande rede.

A Web 2.0 é uma destas mudanças, onde a participação das pessoas e as possibilidades de colaboração tornaram sites como a enciclopédia Wikipedia um fenômeno reconhecido e comentado em todo o planeta.

Real Time Web: ações imediatas

Web para ações imediatas

Redes sociais como Facebook, Orkut, Linked In, dentre inúmeras outras, apresentam ritmo de crescimento acima de quaisquer índices que se possa prever.

A princípio, o mercado entendeu o Twitter como mais uma destas redes sociais, mas um grupo de analistas e investidores estão enxergando uma mudança maior, chamada de “Real Time Web”, como mostra esta matéria do Business Week.

Esta “Web em Tempo Real” tem seus alicerces no amadurecimento de conexões de alta velocidade e no desenvolvimento de dispositivos móveis.

A diferença entre o Twitter – e diversos outros sites reconhecidos como participantes desta nova classe – e o Google, é que este indexa o conteúdo dos sites depois dos fatos acontecidos, enquanto o Twitter permite uma pesquisa em tempo real, com os posts que estão acontecendo em um determinado instante.

Por esta razão há quem diga até que, pela velocidade dos acontecimentos no mercado hoje, o Google não conseguirá se posicionar como líder neste novo cenário, embora o Google Wave seja um movimento nesta direção.

Procure no Google por “real time web” ou “real time search” e verifique que este movimento não está iniciando agora, já existe bastante documentação na web.


RH 2.0: Big Brother no Google

agosto 15, 2009

O Google aparece na mídia com grande frequência, na maior parte das vezes lançando produtos e serviços, mas algumas vezes por motivos curiosos e porque não dizer, exóticos.

No primeiro semestre de 2009, além de lançar o sistema operacional Android, aperfeiçoar o navegador Chrome, anunciar o Chrome OS e o Google Wave, a empresa apareceu, por exemplo, por requerer a patente de um datacenter flutuante e por “contratar” 200 cabras para aparar a grama da sua sede em Mountain View.

Agora no segundo semestre, o Google aparece por criar o serviço “Insights for Search”, com o qual se torna possível “prever o futuro”.

Outra característica que faz a empresa marcar presença constante na mídia, é a forma como trata seus colaboradores – veja na Time uma sequência de 11 fotos com descrições muito interessantes das condições de trabalho na empresa, na matéria “Life in the Googleplex”.

RH 2.0 no Google: liberdade monitorada

RH 2.0 no Google: liberdade monitorada

Recentemente, na Forbes, o articulista Quentin Hardy revelou que, conversando com Ben Fried, CIO do Google, verificou que a empresa tem uma política de RH que, de certa forma, entra em contradição com a liberdade que a empresa faz questão de mostrar que oferece aos colaboradores.

O departamento de RH rastreia a vida online da pessoa desde o momento em que ela interessa à empresa, segue rastreando quando ela é contratada e pasmem: continua rastreando depois que ela sai da empresa.

O objetivo é ter um estudo com máxima precisão de como e porque as pessoas vêm e vão, mas a verdade é que fica algo bem no estilo do Big Brother de George Orwell em “1984″.


Voando alto com o Twitter

agosto 1, 2009

A Zappos é uma empresa americana que atua no varejo de calçados, que faz da Internet uma forte alavanca para o seu crescimento.

O sucesso da gestão inovadora é demonstrado pela recente aquisição da empresa pela Amazon.com por cerca de 900 milhões de dólares.

A empresa tem um site que deve ser visitado por todos que estão envolvidos com comércio eletrônico, onde navegar examinando o que comprar é simples e divertido – cada calçado tem 7 fotos de excelente qualidade.

Decolando com tweets

Decolando com tweets

Além do site existe também o blog da empresa, que conta com a participação de dirigentes e colaboradores, com o CEO Tony Hsieh puxando a fila.

Mas o destaque fica por conta do Twitter da Zappos, que está sendo comentado e estudado em todo o mundo, uma vez que as empresas procuram ansiosamente uma fórmula de tornar ferramentas como esta, utilizada pelas massas, úteis para os negócios.

A fórmula da Zappos é inovação com simplicidade.

O CEO Tony Hsieh é um grande admirador da ferramenta, que incentivou a participação dos colaboradores – hoje são quase 500, veja seus tweets aqui – de uma forma inovadora: ao invés de falar de negócios, promoções, as pessoas falam de suas vidas pessoais, mostrando que a Zappos faz parte delas.

O caso de marketing merece ser estudado, mas de imediato fica claro que inovação, criatividade e uma dose de ousadia, são sempre uma boa fórmula para o sucesso.

De qualquer forma, será que agora alguma empresa aqui no Brasil vai querer utilizar estratégia semelhante à da Zappos?


Um bom acordo do Ballmer

julho 15, 2009
Ballmer: na linha do Gates

Ballmer: na linha do Gates

Quando Gates deixou o dia a dia da Microsoft, ficou a dúvida se ela seguiria sua trajetória de sucesso sem a presença constante do líder inquestionável que ele sempre foi na vida da companhia.

Apesar das diferenças em relação à personalidade de Gates, Steve Ballmer tem demonstrado que absorveu a maneira de conduzir a empresa com Gates, seguindo na mesma linha de competição extrema, de práticas comerciais e mercadológicas que podem chegar aos limites da ética.

Na negociação com o Yahoo, desde a proposta hostil para compra das ações até o acordo final, passando pelo oportuno anúncio do investimento de 100 milhões de dólares na publicidade do Bing, a presença de Ballmer através das suas entrevistas e declarações na mídia foi decisiva para a conclusão da negociação de uma forma que parece interessante para a Microsoft.

Se observarmos em detalhes a estratégia desta negociação, podemos até ver algumas semelhanças com as que foram utilizadas algumas vezes no passado, sob o comando de Gates, na guerra com outros produtos e empresas.

Em pouco mais de um ano e meio, foi um jogo paciente como o de empinar uma pipa, onde Ballmer soube o momento de dar linha e o de puxar a pipa, definindo assim o sucesso do vôo.


Gigantes em franco combate

julho 1, 2009

As duas gigantes do mercado de TI e Internet estão fazendo um jogo estranho, onde determinadas ações parecem ter como objetivo simplesmente atacar a outra.


Como cada empresa é mais forte em um ambiente – a Microsoft no desktop e o Google na Web –, a situação fica ainda pior, pois são vários pontos de confronto de produtos e serviços.

Desde o ano passado, quando a Microsoft começou a negociação com o Yahoo que o Google tratou de se movimentar, lançando em beta o navegador Chrome.

Além disso, anunciou também o sistema operacional Android e o Google Wave, o primeiro para combater o Windows Mobile e o segundo, que apesar de trazer a proposta de ser mais abrangente, busca também o mercado do popular MSN Messenger.

Qual o próximo round?

Qual o próximo round?


Mas foi em 2009, quando a Microsoft anunciou o seu novo sistema de buscas Bing, e que o Google retrucou com o anúncio do sistema operacional para desktop Chrome OS, que cada uma mostrou uma disposição definitiva de atacar o negócio principal da outra.


Na sequência, para segurar o crescimento do Google Apps, a Microsoft anunciou que disponibilizaria na Web seu grande sucesso de vendas, o Office, e para isso até comprou o dominio Office.com de uma pequena empresa.


Agora, o Google lança a campanha “Go Google”, que visa atingir diretamente a Microsoft, e esta retruca tornando o Office que rodará na Web incompatível com o navegador Chrome.


Será que esta disputa vai beneficiar o consumidor, como é imediato pensar, ou será que pode também ter consequências que não sejam boas para o mercado?


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